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Os efeitos negativos do aquecimento global, das mudanças climáticas e da poluição têm provocado impactos significativos na saúde da população, agravando principalmente doenças alérgicas e respiratórias.
Esse é um tema que preocupa há bastante tempo especialistas da área da saúde, pois já se sabe que doenças alérgicas e imunológicas sofrem forte influência das mudanças climáticas e das alterações no meio ambiente. Embora essas doenças possuam um componente genético e hereditário, a genética, sozinha, não é suficiente para desencadear todo esse conjunto de enfermidades.
É fundamental considerar que fatores ambientais, como o aumento da poluição, o aquecimento global e as mudanças climáticas, contribuem para a alteração das defesas do organismo, levando à inflamação das mucosas respiratórias e da pele. Esse cenário facilita reações inflamatórias que caracterizam doenças como a asma, por exemplo.
Outras doenças que podem ter sua incidência aumentada pelas mudanças climáticas e pela poluição são a rinite alérgica, que atinge cerca de 30% da população brasileira, além da conjuntivite e da dermatite atópica, uma inflamação da pele.
Eventos climáticos extremos observados recentemente, como a tragédia no Rio Grande do Sul, com enchentes ocorridas em abril de 2024, contribuem para o aumento da formação de alérgenos, como pólens e fungos, além da proliferação de ácaros, fatores diretamente associados ao agravamento dessas doenças.
Os alérgenos são substâncias que provocam uma resposta exagerada do sistema imunológico em pessoas sensíveis, resultando em alergias.
A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) cita estudos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que apontam um aumento de aproximadamente 60% na incidência de incêndios, como observado na Região Norte do país. A fumaça gerada por esses incêndios se espalha por diversas regiões do Brasil e até para países vizinhos, elevando a poluição atmosférica e os casos de doenças respiratórias.

Os principais prejudicados pelos efeitos da poluição e das mudanças climáticas são as crianças pequenas, idosos, gestantes e comunidades com menos recursos, onde qualquer alteração climática gera impactos ainda mais severos.
Pacientes com doenças respiratórias, como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), incluindo o enfisema, tendem a sofrer ainda mais com o clima cada vez mais alterado observado nos últimos anos.
Além disso, a poluição plástica e a contaminação por microplásticos representam outra preocupação crescente. Esses resíduos atingem tecidos e órgãos dos seres vivos, contaminam a água e os oceanos e acabam sendo ingeridos pela população.
Segundo a Asbai, por meio da água consumida e do contato com produtos plásticos, os microplásticos interferem diretamente no sistema imunológico e na saúde da população, agravando diversos problemas de saúde.
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